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06 Jun 2011

A beira do penhasco!

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Estamos acompanhando a grande polêmica que o Projeto de Lei da Câmara 122 (PLC122) tem causado em nosso país. Alguns formadores de opinião têm defendido esse projeto como uma grande evolução para nossa sociedade. Não quero discutir esse tema agora, mas se pararmos para refletir nas idéias que tomaram forma de conceitos e valores nos últimos anos e que regem a cultura contemporânea teremos à nossa frente um grande desafio.

Até que ponto devemos ir em determinadas questões? Até que ponto novas idéias aplicadas ao contexto da vida cotidiana são fruto de uma evolução natural, e a partir de que ponto essas idéias tornam-se permissões para uma realidade pervertida e perversa antes adormecida apenas nas profundezas da natureza humana? Até que ponto elas permitem que novos horizontes sejam avistados e a partir de que ponto elas resultarão em tragédias coletivas imediatas e futuras? Onde é a beira do penhasco?

Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo. Col 2:8

Temos sido constantemente confrontados com “novidades” que explicitamente combatem princípios éticos e morais, e a verdade visível a qualquer um é que conceitos como “liberalismo” e “pluralismo” têm sido mais presentes no background da nossa sociedade do que essa tal “ética” e essa fulana “moral”. Nosso mundo não enxerga a régua que mede e expõe a tênue linha entre evolução e a distorção de valores que leva à destruição.

Somos chamados à ser a luz no mundo. Podemos e devemos influenciar nossa cultura e ser o sal que dar o sabor a terra, mostrando o caminho certo, não do nosso próprio ponto de vista, mas do nosso Criador. O mundo esqueceu que Deus e os valores do Seu Reino são a régua legítima de medição para todas as coisas. E o fato de fazermos parte de uma comunidade internacional que é em sua maioria laica não nos exime da responsabilidade de relembrarmos através das nossas próprias vidas que Deus está presente mesmo assim, e que Ele se importa e se entristece ao ver a cultura doente do nosso tempo.

Eu oro para que nós tenhamos a coragem para dar um passo à frente e enfrentar cara a cara, sem medo de ofender ou tomar partido, essa nova era. Eu e você podemos nos posicionar pacificamente, fundamentados, e bravamente exercer a influência que nossa sociedade tanto carece. Um forte abraço.